"Os palestinos enfrentarão corajosamente o plano de mover a embaixada dos EUA (para Al-Quds)", disse um porta-voz da HAMAS, Abdul Latif al-Qanou, em um comunicado divulgado na sexta-feira.
Dirigindo-se a Israel, disse que o anúncio de Washington de que vai executar a mudança de sua sede diplomática para Al-Quds até meados de maio "era o gatilho que explodirá toda a região diante da ocupação israelense".
A data, assinalada pelo governo dos EUA, coincide com o 70º aniversário da fundação do regime israelense, em 14 de maio, dia em que os palestinos se recordam todos os anos como o dia da Nakba (catástrofe, em português).
O movimento da missão diplomática dos EUA Al-Quds em um aniversário da Nakba é "uma negligência deliberada do nosso povo e uma nova agressão contra seus direitos e seus lugares sagrados", disse Al-Qanou.
Ele qualificou a medida de "provocante" e uma violação das leis e convenções internacionais. "Não mudará a realidade ou a identidade de Jerusalém", disse ele.
O governo palestino denunciou que a decisão dos EUA em Al-Quds favorece ao Israel e resultará no isolamento de Washington do mundo, além de destruir qualquer possibilidade de paz na região.
O polêmico anúncio, feito em dezembro, pelo presidente norte-americano, Donald Trump, provocou protestos massivos em várias cidades ao redor do mundo, especialmente na Palestina. Desde então, dezenas de palestinos foram mortos em manifestações por soldados israelenses, aos quais devem ser adicionadas centenas de feridos.
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